Friday, June 16, 2006

BDJornal n.º 13


E aqui está, de novo, o BDJornal!
Depois de doze números, num formato tablóide, saídos numa regularidade mensal, aparece agora com várias reformulações: primeiro, a sua periodicidade: passa a bimestral, que a crise a todos afecta! Depois, muda de formato, para uma dimensão mais reduzida, mas não sem passar algumas das páginas – e capa – a cores, mudar de papel e incluir mais banda desenhada no seu interior. Peca, mesmo assim, por não passar o grafismo a alguém de competência profissional.
Já tinha sido alvo de meus comentários que a sua anterior filosofia, de divulgar sobretudo textos informativos sobre Banda Desenhada, era algo estéril: num país com fraca produção, qual podia ser o lugar de um jornal que falava do que não havia, ou havia em quantidade mitigada?
Aparentemente, as suas insuficientes vendas deram-me razão! Pois bem, agora o BDJornal parece mais equilibrado, tem práticamente o mesmo número de páginas tanto para a divulgação, como para a inclusão de histórias de banda Desenhada. Mantém-se, todavia, um desequilíbrio: No que toca aos textos, são na sua totalidade escritos por peritos, estudiosos ou jornalistas especializados no assunto. Nas BD, há lugar para profissionais, para-profissionais e estreantes.

As Bandas Desenhadas

Perdoem-me os críticos, cronistas, jornalistas e outros “alpistas”! mais me interessa a apreciação das pranchas de Banda Desenhada, que os seus mais ou menos relevantes escritos.
Pois, assim, temos para começar, na página 7, O Código Fanzinicci, uma louca sucessão de cinco tiras muito bem humoradas e assinadas por Pedro Alves.
Segue-se, iniciando na página 19, uma das famosas “Black Box Stories”, texto do peso pesado José Carlos Fernandes, com desenho de Luís Henriques. São ao todo 12 as pranchas deste episódio intitulado Tratado de Umbrografia. O primeiro livro das Black Box Stories já tem sido anunciadas e re-anunciadas, o seu primeiro álbum mostra-se renitente em vir para a rua, falhando prazos de lançamento, mas esta história já vai apaziguando um pouco os admiradores de José Carlos Fernandes, que esperam furiosamente pela estreia do primeiro livro da série.
São oito, as páginas de Sexo, Mentiras e Fotocópias, uma enervante e desopilante história assinada na sua integralidade por Álvaro. Esta história, que mereceu ante-estreia no site Central-Comics há uns meses, foi por lá muito aplaudida e há todas as razões para crer que agora que está aqui dada à estampa, não vai perder o seu brilho. Aguardam-se novos e contínuos apalusos e gargalhadas!
Morgana e o Castelo nas Nuvens, deste vosso servo fiel, dá um arzinho da sua graça, iniciando agora a sua pré-publicação, com as cinco primeiras páginas. Daqui a dois meses há mais, fiquem descansados!
Com argumento de Filipe Pina e ilustração de Filipe Andrade, a curta (3 pranchas!) história BRK! Trata-se de um apontamento de crítica social, com ares neo-neo-neo-realista e com cheirinho a actualidade. Mas, se a história não é, de modo algum, desengraçada, o desenho ainda pede por mais maturação, envolvimento e atenção, por parte do seu autor.
O Capitão Marselha, personagem já antiga de novo deste vosso fiel criado, vê finalmente a luz do dia, num gag de duas páginas datado de 2004, intiutlado: O Capitão Marselha não Gosta de Futebol, gostos que, aliás, partilha com o seu autor!
A última história, e a pérola desta publicação, é assinada por Zé Manel! Do Esboço ao Final, é o seu título, e mostra mais uma das suas belas e sensuais meninas, que reflecte, com o seu graciosíssimo traço, este artista é o autor de inúmeros cartoons, ilustrações e capas, onde raramente faltam belezas puras e elegantes, mas dotadas de uma sexualidade e volúpia que fazem inveja a muitos! Sendo raro Zé Manel dedicar-se à Banda Desenhada, visto que o seu gosto vira-se sobretudo para o trabalho em Vitrais, no que é já um reputado autor, temos aqui uma raríssima oportunidade de ler oito virtuosas pranchas, que refletem os gostos e sensibilidades do artista sobre as correntes e modas actuais da “moderna” Banda Desenhada.
E pronto, mais umas páginas de texto e o jornal – deveríamos chamar-lhe revista!? – chega ao seu final. Daqui a dois meses há mais, e sessenta dias de espera prometem vir a ser compensatórios, agora que parece estar no bom caminho! Leitoras, leitores, não percam esta leitura!

2 Comments:

Blogger celtic-warrior said...

Bem eu não sou profissional e escrevo para o BD Jornal (apesar de neste não ter enviado nada).
Boa crítica.

12:17 PM  
Anonymous Anonymous said...

E com que nome é que assassinas no BDjornal?

7:25 AM  

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